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Acordo já permitiu a retirada de mais de 14 mil toneladas de sódio de alimentos

Nova Era – 30/06/2016

O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) informaram hoje (29) que o acordo de redução de sódio em alimentos processados já possibilitou a retirada de 14.893 toneladas dos produtos alimentícios. A meta é que as indústrias promovam a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal das prateleiras até 2020. Os dados são resultados das três primeiras fases do acordo, iniciado em 2011. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que esse é um resultado positivo e destacou o trabalho de desenvolvimento e pesquisa da indústria de alimentos. “O Brasil é referência mundial nesse programa de redução de sódio na alimentação. Daí a importância da pesquisa, desenvolvimento e investimento da indústria nesses insumos que vão substituir o sal e que produzem os resultados positivos”, disse. Segundo o presidente da Abia, Edmundo Klotz, retirar o sal é muito mais complicado do que parece, já que, além de realçar o sabor, o cloreto de sódio é um antioxidante natural, que faz prolongar a vida dos alimentos. “Só que ele tem consequências para a saúde, então tem que haver um substituto”, disse. “Tivemos a demonstração daquilo que pode acontecer quando o governo abre as portas para encontrar soluções em comum com o setor privado”, completou, destacando o sucesso do acordo. Na terceira etapa do acordo, a maior redução de sódio foi observada nos temperos, com queda de 16,35%, seguida pela margarina com 7,12%. Outras categorias também registraram queda: cereais matinais, 5,2%; caldos e cubos em pó, 4,9%; temperos em pasta, 1,77%; e tempero para arroz, 6,03%. Caldos líquidos e em gel é a única categoria que teve aumento na concentração de sódio, 8,84%. O volume total de sódio reduzido dos alimentos na três etapas, corresponde, segundo o ministério, a 3.723 caminhões de 10 toneladas carregados de sal; alinhados, eles preencheriam 52 quilômetros de estradas.

Redução por etapas

A primeira etapa do acordo, assinado em abril de 2011, estabelecia metas nacionais de redução de sódio em massas instantâneas, pães de forma e bisnaguinhas. Os resultados mostraram que 1.859 toneladas de sal foram retiradas dos alimentos nessa fase. Em outubro de 2011, a retirada de sal foi acertada para batatas fritas, salgadinhos, bolos e misturas para bolos, maionese e biscoitos, com redução total de 5.793 toneladas. Os resultados da terceira etapa do acordo, assinado em agosto de 2012, que previa a redução de sódio em temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais até 2015, mostraram redução de 7.241 toneladas de sal nos alimentos. A quarta fase, assinada em novembro de 2013, estabelece redução de sódio em empanados, queijo mussarela, sopas, requeijão cremoso, hambúrguer e embutidos, como linguiças e salsicha. Os resultados dessa etapa deverão ser apresentados até o fim deste ano. Segundo o ministério, as metas são progressivas e já está em discussão a renovação das metas da primeira etapa.

A Abia representa hoje 70% das indústrias de alimentos do país.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentou também dados mostrando que, em 2014, 94,5% das 22 empresas pesquisadas já haviam alcançado a meta da terceira etapa e traziam essa informação nos rótulos. Segundo o ministério, as demais empresas foram notificadas e se adequaram posteriormente. De acordo com o Ministério da Saúde, o brasileiro consome uma média de 12 gramas de sódio todos os dias. O valor é quase o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, de menos de 5 gramas por dia.

Fonte: Agência Brasil


Inverno favorece a maior ocorrência de infecções respiratórias

Nova Era – 29/06/2016

Nesta época do ano, em que as temperaturas caem e o ar fica mais seco, é importante se atentar para os cuidados necessários para prevenir a transmissão de bactérias e vírus causadores de doenças. Prática comum nesses dias mais frios, manter os ambientes fechados por muito tempo, ocasiona em baixa circulação e renovação do ar, o que consequentemente, favorece a transmissão de doenças. “Nos períodos de frio, também lavamos as mãos com menos frequência, e as doenças infectocontagiosas também podem ser transmitidas por meio do contato com objetos contaminados; por exemplo, uma maçaneta tocada por uma pessoa doente que, há pouco, tossiu sobre sua mão”, revela o médico pneumologista do Hospital Júlia Kubitschek, Olavo Dias Junior. Os resfriados e a gripes são as doenças mais comuns deste período. Porém, enquanto a gripe é causada pelo vírus Influenza, os resfriados são causados por diversos outros tipos de vírus, como os rinovírus, mais brandos que o Influenza. Também chamado de coriza aguda, os resfriados se caracterizam pela inflamação das vias aéreas superiores, com obstrução nasal e/ou tosse. Geralmente a pessoa com resfriado não tem febre. Já a síndrome gripal é a doença aguda, com duração máxima de cinco dias, e apresenta quadros de febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta, e também com infecção aguda das vias aéreas superiores (faringe, laringe, amídala e traqueia). As formas de contágio dessas e de outras doenças de transmissão respiratória, como a caxumba e a tuberculose, são similares: ocorrem por meio de secreções liberadas pela pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar. Medidas como realizar a higiene frequente das mãos – seja lavando com água corrente e sabonete, ou com uso de álcool gel; evitar contato das mãos sem higienização com as mucosas dos olhos, nariz e boca, além de evitar grandes aglomerações e espaços fechados, na medida do possível, ajudam a evitar contágio com doenças infectocontagiosas. Semelhantes no que se refere ao contágio, as doenças de transmissão respiratória se diferem quanto à intensidade dos sintomas. Manifestações leves como congestão nasal, irritação na garganta, coriza e tosse com secreção clara, provavelmente são devido a um resfriado e dificilmente durarão mais de uma semana. Por outro lado, conforme alerta o pneumologista do Hospital Júlia Kubitschek, se os sintomas duram mais do que sete dias ou aparecem outros mais intensos como falta de ar, chiado, febre acima de 38ºC, tosse com expectoração (catarro) amarelada ou com sangue, dor no peito, sonolência excessiva, além de sensação de desmaio, vômitos ou diarreia frequentes, o caso merece melhor investigação. “Nas crianças pequenas ou nos pacientes idosos as manifestações podem ser mais sutis, podendo ser apenas uma mudança no comportamento, choro, desânimo, perda de apetite ou confusão mental, o que deve ser avaliado com maior cuidado”, também destaca Olavo.

Doenças crônicas

Além de propício à transmissão de doenças infectocontagiosas, o pneumologista destaca que o tempo frio e seco também aumenta a sensibilidade de pessoas quem sofrem de doenças respiratórias crônicas, como rinite e asma, por exemplo. “Nesse período do ano, essas pessoas tendem a sofrer de crises - que preferimos chamar de ‘exacerbações’ - mais frequentemente. Além do fator climático, outros contribuem para o problema, como por exemplo, o uso de roupas e cobertores guardados por muito tempo”, ressalta o médico. Olavo Dias Junior alerta que pessoas que sofrem de doenças respiratórias crônicas devem ter uma avaliação médica criteriosa para não só estabelecer um diagnóstico correto, mas também um plano de ação para controle da doença e sobre como proceder nos momentos de exacerbações ou crises. “Conforme a gravidade de cada caso e a idade, a vacinação contra o vírus da gripe e o pneumococo adquirem maior importância para prevenir eventos com potencial maior de danos, inclusive óbitos”, destaca o pneumologista. Minas Gerais ultrapassou a meta de vacinação contra a gripe em 2016 e imunizou mais de 3,9 milhões de pessoas, uma cobertura vacinal de 94% da população prioritária. Foram 2,2 milhões de idosos com mais de 60 anos vacinados; mais de 140 mil gestantes; 34 mil puérperas; 11 mil indígenas, e 1 milhão de crianças menores de dois anos vacinados. Os dados são do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI).

Fonte: Agencia Minas


Medicamento fitoterápico é aposta para tratamento em diabéticos

Nova Era – 12/04/2016

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) poderá auxiliar no tratamento de pacientes diabéticos que lidam com o desafio de controlar a glicemia no sangue. A pesquisa contou com o incentivo financeiro de R$31.920,00 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Segundo a Federação Internacional de Diabetes, existem 371 milhões de diabéticos entre os adultos de todo o mundo, desses, 13,4 milhões estão no Brasil. A partir da árvore denominada Embaúba, ou Cecropia pachystachya, foi desenvolvido o GLICO-CP, um fitoterápico hipoglicemiante capaz de diminuir em 70% a glicemia dos animais testados com apenas uma dose diária, ao contrário dos medicamentos antidiabéticos que reduziram a glicemia em 50%, com duas doses. Os estudos pré-clínicos coordenados pela pesquisadora Elita Scio Fontes, da UFJF, há 10 anos, apontam que a utilização do fitoterápico apresentou maior eficácia ao tratamento em ratos diabéticos.  “Os testes realizados em ratos diabéticos tratados com GLICO-CP mostraram uma redução significativa da glicemia, o que motivou a continuação do trabalho,” conta a pesquisadora. A administração do medicamento nos animais foi feita via oral. Outra vantagem levada em consideração pela pesquisadora foi que, além de reduzir a glicemia nos animais com a doença, o fitoterápico potencializa o sistema antioxidante, sem causar nenhum dano ao fígado ou aos rins. Além disso, foi observado o aumento do HDL, conhecido como “bom colesterol”. “Esta formulação apresentou uma atividade antioxidante importante e nós observamos que, mesmo após interromper o tratamento por seis meses, a glicemia ainda permaneceu em níveis normais”, acrescenta. O fitoterápico é eficiente e barato de ser desenvolvido. “A Embaúba é uma planta fácil de ser cultivada e a produção não depende de uma tecnologia sofisticada”, defende a pesquisadora. A Embaúba faz parte da Mata Atlântica e pode chegar até 15 metros de altura. É um tipo de árvore leve que se adapta fácil a diversos tipos de solo.

Próximos passos

O processo para que o fitoterápico chegue às farmácias e hospitais ainda é longo. Isso porque, além do produto necessitar ser patenteado, tem de ser submetido ao Conselho de Ética em Pesquisa Humana da Universidade Federal de Juiz de Fora.  Somente com a aprovação do Conselho de Ética, o GLICO-CP poderá ser testado e monitorado em pessoas saudáveis e pacientes diabéticos. As próximas etapas incluem o processo de reunir parcerias com os hospitais para que o produto seja testado. Assim ele poderá atrair indústrias de fitoterápicos e de desenvolvimento de novos medicamentos. “Como se trata de uma tecnologia de alto potencial de demanda, a formulação fitoterápica deve ser licenciada para empresa farmacêutica e laboratório. Em breve, estarei me dedicando para promover essas parcerias”, declara a pesquisadora.

Financie seu projeto

Quem desejar receber financiamento para algum projeto de pesquisa deve ficar atento às chamadas da Fapemig que ocorrem durante o ano pelo site www.fapemig.br. Vale ressaltar que, dentre as exigências, o pesquisador precisa cadastrar-se e registrar a proposta pelo sistema Everest no endereço http://everest.fapemig.br/.

Pesquisas com fitoterápicos mineiros

Em Minas Gerais, o Ministério da Saúde liberou R$ 600 mil para projetos de fitoterápicos. Os projetos selecionados estão em Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Nesta última serão oferecidos cursos de capacitação em plantas medicinais e fitoterapia para os trabalhadores de saúde da região. Desde 2012, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde investiu mais de R$ 30 milhões em 78 projetos de plantas medicinais e fitoterápicos no âmbito do SUS. Os projetos têm o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva nos municípios, estados e Distrito Federal, especialmente a oferta de fitoterápicos aos usuários do SUS. Os 78 projetos que já receberam recursos federais estão distribuídos por todas as regiões do país e foram estruturados a partir dos editais do Ministério da Saúde.

Fonte: Agencia Minas

 

Hábitos para prevenir a gripe devem começar já nesta época do ano

Nova Era – 31/03/2016

Gripe e resfriado são quadros comuns na época do frio. Baixas temperaturas e muitas pessoas em ambientes fechados favorecem a transmissão dos vírus. Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), reforça a importância das medidas de prevenção. São hábitos que reduzem muito o risco de contaminação.

 Veja como é simples evitar o contágio:

 - Lavar bem as mãos com água e sabão, com frequência

 - Utilizar o antebraço ou o lenço de papel quando for tossir ou espirrar (evitando assim cobrir a boca com as mãos)

 - Evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies;

 - Não compartilhar objetos de uso pessoal

 - Manter os ambientes bem ventilados são algumas das medidas que podem ser tomadas por todos.

 A coordenadora estadual de Doenças e Agravos Transmissíveis da SES, Tatiane Bettoni, explica que a maioria dos casos de gripe são leves e se resolvem espontaneamente sem sequelas ou complicações. “Nos grupos mais vulneráveis, idosos, crianças ou portadores de alguma doença, os casos tem mais chance de se complicar. Daí a importância de uma vigilância ativa nesse público”.

 Campanha de vacinação

 Em Minas Gerais, a Campanha de Vacinação será realizada entre os dias 30 de abril e 20 de maio, nas mais de 3.854 salas de vacinação do estado. Ao todo, serão disponibilizadas para Minas Gerais o total de 5.278.400 doses da vacina contra gripe. O grupo prioritário é composto por 4.933.081 pessoas, entre idosos (acima de 60 anos), gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério), crianças entre seis meses e menos de 5 anos de idade, profissionais de saúde, indígenas, além dos doentes crônicos, como pessoas com diabetes, asma, bronquite e hipertensão, dentre outros grupos. Para a referência técnica de Influenza da SES-MG, Luciene Rocha, mesmo com a vacina contra a gripe disponível na rede pública de saúde, as mudanças de hábitos são essenciais para evitar a proliferação da doença. “A vacina tem como objetivo evitar os casos graves e os óbitos provocados pela gripe. Por isso, seguindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), vacinamos os grupos com maior vulnerabilidade para as complicações e óbitos”, afirma.

 Diferença entre gripe e resfriado

 A gripe é causada pelo vírus da Influenza que, por sua vez, se subdivide nos tipos A, B ou C. Historicamente, os vírus do tipo A provocam os quadros mais graves, por sua variabilidade genética. O tipo A inclui, por exemplo, os subtipos H1N1, H3N2 e H5N1. Enquanto isso, os resfriados são causados por diversos outros tipos de vírus, como os rhinovírus, mais brandos que os da gripe.  O resfriado comum é também chamado de coriza aguda e se caracteriza pela inflamação das vias aéreas superiores, com obstrução nasal e/ou tosse. Geralmente a pessoa com resfriado não tem febre. Já a síndrome gripal é a doença aguda, com duração máxima de cinco dias, e apresenta quadros de febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta e também com infecção aguda das vias aéreas superiores (faringe, laringe, amídala e traqueia).

  H1N1

 A gripe H1N1, ou influenza A, é um tipo do vírus influenza, causador da gripe. O vírus é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína. Desde 2009, ano em que o H1N1 de origem suína atingiu a população humana, sete variações distintas deste vírus foram identificadas. Estas variações vão se substituindo sucessivamente no ciclo de transmissão, substituindo as variantes genéticas mais antigas. Por isso, anualmente, a OMS recomenda uma determinada formulação da vacina para cada hemisfério, com base nos vírus que estão circulando na população naquele momento. A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no inverno passado que são: Influenza A (H1N1); Influenza A (H3N2) e Influenza B.

 Para mais informações sobre como se prevenir da gripe, acesse www.saude.mg.gov.br/gripe

 Fonte Agência Minas


Uma em cada cinco crianças nascidas no Brasil não fazem teste do pezinho

Nova Era – 29/03/2016

Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa e Ensino Médico (Ipemed) mostrou que uma em cada cinco crianças nascidas no Brasil não faz o teste do pezinho, que serve para identificar algumas doenças, entre elas o hipotireoidismo congênito. A doença se caracteriza pela baixa produção dos hormônios T3 e T4 pela tireoide, os principais responsáveis pela regulação do metabolismo no organismo, que atuam desde a produção de energia para as atividades diárias até o desenvolvimento cerebral. A grande preocupação a respeito do hipotireoidismo congênito é que, se não for diagnosticado e tratado a tempo, pode causar, entre outros quadros, sequelas neurológicas permanentes. O endocrinologista pediátrico Cristiano Túlio Maciel Albuquerque, professor do Ipemed e coordenador do setor de endocrinologia dos hospitais infantis João Paulo II e São Camilo, em Belo Horizonte, avalia como alta a cobertura média nacional de 80% do exame do pezinho. Porém, devido à gravidade das sequelas do hipotireoidismo congênito, considera esse número abaixo do desejável. A pesquisa mostrou que existe um caso de hipotireoidismo congênito para quase 4 mil nascidos. Se imaginarmos o número de crianças que nascem no país, é um número muito grande de casos que acabam passando sem ser diagnosticados. Por isso a situação é preocupante até em Minas Gerais, onde a cobertura está em torno de 95%. “Hoje, em Minas Gerais, existem 3 mil crianças em tratamento. Se não fosse o teste do pezinho, seriam 3 mil crianças com retardo mental”, enumera o especialista. Porém, em alguns locais do país a cobertura do teste do pezinho está bem abaixo dessa média. “Infelizmente, deixamos de diagnosticar muitos casos porque o Brasil é um país muito grande, com áreas cujo acesso geográfico é difícil, além de lugares onde o alcance aos serviços de saúde é difícil. O trabalho reflete bem nossa situação social”, explica o especialista, listando os locais em que a cobertura do teste do pezinho é menos abrangente: regiões mais remotas, como o Norte; bolsões de pobreza no Nordeste; e populações de vilas e favelas, onde não existe um bom suporte de saúde. E como melhorar esse quadro? Para Cristiano, a principal ação seria estruturar melhor a assistência básica em saúde. Ele conta que as crianças que nascem em hospital têm acesso ao teste do pezinho, mas no Brasil ainda existe um índice elevado de crianças que nascem fora do ambiente hospitalar, principalmente em lugares mais carentes. “Essas crianças teriam que ser atingidas pela rede básica, pelos postos de saúde, pelos agentes comunitários de saúde. Elas estão sem cobertura de um cuidado que é simples, desde que esteja estruturado no sistema de saúde”, explica o endocrinologista.

 DECISÃO POLÍTICA

Além disso, a pesquisa também mapeou onde está faltando a cobertura. Para o especialista, com vontade política e investimento do estado é possível ir atrás desses bolsões onde existem falhas na cobertura e fazer uma busca ativa desses casos. Na opinião dele, é muito mais barato estruturar um programa com esse perfil do que depois bancar todos os custos de um indivíduo com retardo mental, “fora a questão humana de se ter uma criança nesse estado que poderia ter sido tratada”.

 Sintomas são similares aos de outras patologias

Como os sintomas do hipotireoidismo podem ser confundidos com os de outras doenças – como autismo, déficit de atenção, hiperatividade, ou mesmo com outras doenças que levam a sequelas neurológicas, como toxoplasmose, rubéola congênita e a microcefalia –, foi incluído no rol de doenças investigadas pelo teste do pezinho, junto com outras enfermidades cujo diagnóstico clínico é difícil. Os sintomas mais comuns são sonolência, preguiça, pele seca, intestino preso e ganho de peso. “Numa criança que não fez o teste do pezinho, ainda que visite regularmente um pediatra, pode passar até três consultas para que o médico perceba os sintomas da doença”, explica o endocrinologista pediátrico. Outra dificuldade é que nessa faixa etária, nos menores de 3 anos, é muito difícil notar os sintomas porque a criança ainda não fala e não faz nenhuma atividade cognitiva mais exigente. Nesses casos, o médico deve ficar atento se o bebê tem desinteresse, se não pega objetos, se não senta ou se não balbucia nenhuma palavra. O médico relata que o acompanhamento da criança nos primeiros anos de vida está focado em três pontos principais: ganho de peso, crescimento e desenvolvimento.

 RETARDO MENTAL

O problema é que, quando aparecem os sintomas na criança de até 3 anos, ela já está sequelada. Por isso o diagnóstico tem que ser feito antes da manifestação dos sintomas, por meio do teste do pezinho. Cristiano Albuquerque explica que, dependendo do tempo em que foi feito o diagnóstico, o retardo mental pode chegar até a um nível grave. Se for feito no início, pode resultar num retardo leve ou moderado, que atinge principalmente a parte cognitiva, caracterizada pela dificuldade de aprendizado, no comportamento agitado da criança, na memória e até por problemas de coordenação motora. “São crianças que não vão conseguir ter o aprendizado escolar normal, não vão conseguir ler, por exemplo. Mas é lógico que, com o tratamento, com o estímulo adequado, com o fonoaudiólogo e o terapeuta ocupacional, podem melhorar. Parte do tecido nervoso cerebral não se regenera, por mais que você estimule”, relata Cristiano. A recuperação é considerável porque uma parte do cérebro ainda está a se formar, então quando o tratamento é iniciado, completa-se a formação daquela parte normal e uma pequena parte do que já foi lesado pode se recuperar. O especialista afirma que se o retardo mental estiver num grau leve, com o tratamento a criança passa a falar, a sentar, a andar, recuperando grande parte dos problemas já instalados. Apesar disso, algumas sequelas cognitivas persistem, como uma criança que demora um pouco mais a aprender, demora para fazer uma conta, a ler um texto com fluência, mas capaz de concluir essas ações. O retardo grave, em que criança não consegue falar e andar, é muito raro.

 Centro de referência está na UFMG

Quando se fala em hipotireoidismo congênito em Minas Gerais, é preciso citar o trabalho realizado pelo Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, conveniado pela Secretaria Estadual de Saúde para fazer o teste do pezinho e o controle do hipotireoidismo em todo o estado. Todas as amostras do teste do pezinho são encaminhadas para o Nupad, onde são processadas. Se o exame der positivo para hipotireoidismo, uma equipe de assistência social é acionada para identificar a criança no mesmo dia, entrando em contato com a família e agendando uma consulta em Belo Horizonte. Se a família for do interior, sem qualquer custo vem para a capital e fica hospedada numa casa de apoio. Uma ambulância leva a criança para a consulta e ela já sai dali com o remédio na mão. “Essa criança é acompanhada durante toda a infância. É um tratamento de Primeiro Mundo”, garante o endocrinologista Cristiano Albuquerque.

 HIPOTIREOIDISMO ADQUIRIDO

Além da forma congênita, existe o hipotireoidismo adquirido, cuja abordagem é diferente. Ele pode se manifestar em qualquer idade, mas é mais comum que ocorra na adolescência, além de ser mais prevalente no sexo feminino. Diferente do congênito, o hipotireoidismo adquirido é uma doença autoimune, geralmente de herança familiar, onde o organismo produz anticorpos que reconhecem a tireoide como um invasor. Esses anticorpos destroem as células da tireoide, que vai reduzindo a produção dos hormônios. O diagnóstico do hipotireoidismo adquirido é feito a partir dos seguintes sintomas: dificuldade de crescimento; prostração e sonolência excessiva; problemas escolares, como a dificuldade de raciocínio; e problemas físicos, como queda de cabelo, pele seca e intestino preso. Felizmente, na fase em que o hipotireoidismo adquirido se manifesta a formação do tecido cerebral já está concluída. Após os 3 anos de idade, o hipotireoidismo compromete o sistema nervoso, mas não de forma definitiva, afastando o risco de dano cerebral. O tratamento reverte totalmente os sintomas e não deixa sequelas.

 TRATAMENTO

Quando diagnosticado o hipotireoidismo, o tratamento é feito por meio de um hormônio sintetizado, a levotiroxina, que tem o mesmo efeito do T4 e do T3 e é praticamente isento de efeitos colaterais; É um comprimido que deve ser tomado em jejum para fazer a reposição do hormônio que a tireoide deveria produzir; O tratamento é para o resto da vida e vai fazer com que o indivíduo tenha uma vida normal; O medicamento para um mês custa em média entre R$ 15 e R$ 20, e está disponível no SUS para as pessoas que não têm condição de custear o tratamento.

 Fonte: Uai


Tuberculose tem cura e tratamento gratuito pelo SUS em Minas Gerais

Nova Era – 24/03/2016

Considerada uma das doenças mais antigas da história da humanidade, a tuberculose ainda é responsável por 9,6 milhões de casos a cada ano em todo o mundo. Trata-se de uma doença infectocontagiosa com profundas raízes sociais, mas que pode afetar qualquer indivíduo, independentemente de sua classe social.  Nesta quinta-feira, 24 de março, é celebrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, agravo que tem cura e tratamento oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A tuberculose é causada por uma bactéria, sendo transmitida pelo ar de pessoa para pessoa, por meio da fala, tosse ou espirro. Ela atinge principalmente os pulmões, mas outros órgãos também podem ser afetados. Com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância da prevenção e tratamento correto da doença, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lança a campanha “A tuberculose tem cura e o tratamento é gratuito”. O tema será trabalhado nas redes sociais da SES-MG, além de uma parceria com a BH Trans, que vai trabalhar a campanha do Jornal do Ônibus. Também foi criado um site especial para a campanha, com informações sobre a doença e tratamento. Clique aqui e acesse o site.

Sintomas

 O sintoma mais característico da tuberculose é a tosse persistente, com ou sem catarro, que dura mais de três semanas. Emagrecimento, falta de apetite, suor noturno, febre (geralmente no final do dia), cansaço e dor no peito são outros sintomas que podem acompanhar a tosse. Em caso de sintomas, é fundamental procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O diagnóstico e tratamento podem ser feitos gratuitamente pelo SUS, e os medicamentos devem ser tomados pelo paciente todos os dias, mesmo que haja melhora nos sintomas. Em 2015, foram notificados 4.199 casos de tuberculose em Minas Gerais e 165 óbitos. Segundo o coordenador do programa Estadual de Combate à Tuberculose da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Pedro Navarro, o abandono do tratamento é um dos principais desafios para o controle da tuberculose. “O paciente que está fazendo uso correto dos medicamentos passa a não transmitir a doença após 15 dias de tratamento, aproximadamente. Mas para isso acontecer, é fundamental tomar os medicamentos todos os dias e pelo tempo previsto, de no mínimo seis meses”, explica. Ambientes bem ventilados e com entrada da luz do sol contribuem para a prevenção da tuberculose. Já a vacina BCG, disponibilizada gratuitamente pelo SUS, oferece proteção para as crianças, evitando as formas graves da doença. Alguns grupos populacionais possuem mais vulnerabilidade em relação à doença, devido às condições de saúde e de vida a que estão expostos. Precisam de atenção especial os indígenas, os privados de liberdade, pessoas em situação de rua e pessoas que vivem com o HIV/Aids e que podem ter o sistema imunológico debilitado.

Programa Estadual de Controle da Tuberculose

A SES-MG, por meio do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, mantém diversas ações de enfrentamento da doença. Entre elas, está a realização de visitas de monitoramento e avaliação às Regionais de Saúde e municípios prioritários, além de oferecer capacitação a profissionais de saúde. Também são realizadas parcerias com as áreas da SES-MG que trabalham com a saúde das populações mais vulneráveis à tuberculose, e também o alinhamento de ações para a assistência aos pacientes. O monitoramento da implantação do Teste Rápido Molecular da Tuberculose (TRM-TB) no estado é feito em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed). O exame, disponível pelo SUS, detecta em aproximadamente duas horas a presença ou ausência da doença no escarro do paciente.

Fonte: Agência Minas


Banana melhora o desempenho durante o exercício

Nova Era – 03/03/2016

A banana contém sais minerais como potássio, magnésio e fósforo. A nanica, prata e ouro são as que mais se destacam com relação aos teores de potássio. Já o magnésio varia muito pouco, sendo a pacovan a que apresenta maior concentração. A vitamina A está mais presente na banana da terra, e a vitamina C, na banana prata e também na banana da terra. A banana com maior umidade é a pacovan, seguida da maçã. É possível consumir a banana de várias maneiras: torta, bolo, cozida, grelhada, à milanesa, com aveia. Ela também costuma ser uma das primeiras frutas consumidas por bebês. Para conservar a fruta por mais tempo, descasque a banana, coloque em um recipiente plástico fechado e congele. A banana está entre as frutas mais consumidas pelos atletas. O educador físico e doutor em ciência do movimento humano, Orlando Laitano, fez um estudo sobre radicais livres e antioxidantes na atividade física. A banana foi uma das frutas utilizadas na pesquisa. Ele explica que é mito e verdade sobre a banana. O potássio da banana pode evitar a câimbra? “Mito. Durante a prática de atividade física, como a corrida, não existem perdas significativas de potássio por meio do suor. Por outro lado, a banana pode ajudar na prevenção de câimbras, mas muito mais por ser uma fonte de combustível para o músculo, do que pela reposição do potássio.” Ele afirma que a banana repõe sim as energias e dá mais força. “A banana é muito rica em carboidrato e principalmente a frutose, que é uma excelente fonte de energia para o músculo esquelético durante a prática de exercícios físicos”. A ingestão da banana também melhora o desempenho do atleta.

Mas nada de comer muita banana para melhorar a saúde. “O excesso de carboidrato pode causar desconforto gástrico durante o exercício físico. O excesso de consumo de antioxidantes pode prevenir que as adaptações do exercício ocorram de forma significativa”, explica o educador físico. A recomendação é consumir de duas a três bananas, de 30 a 45 minutos antes do exercício. Além de fonte de energia, a banana também ajuda a melhorar o humor.

 

Fonte: Bem Estar


6 alimentos dão ainda mais fome, inclusive o suco

Nova Era – 26/02/2016

Um estudo feito pela by University of Florida College of Medicine & McKnight Brain Institute descobriu que alimentos com sal em exagero dão ainda mais fome e causam vício. Aquelas batatas fritas ou o hambúrguer da rede fast-food preferida estimula a área do cérebro responsável pela sensação de recompensa. Além disso, o sal provoca sede e faz com que as pessoas consumam mais bebidas doces como sucos e refrigerantes. O Huffington Post divulgou a lista levantada pelo estudo de 6 alimentos que dão “gostinho de quero mais”:

Sódio e glútem - Carnes processadas, nuggets, sopas em lata e outras comidas ricas em glútem e sódio aumentam o risco de obesidade, segundo pesquisa publicada no The European Journal of Clinical Nutrition.

Pão branco e massa - A farinha branca é desprovida de nutrientes, então você precisa comer mais para ter a sensação de saciedade. Pão branco e massas são ricos em glicemia,o que significa que o que você ingere é convertido em açúcar e provoca uma produção acentuada de insulina no corpo, aumentando o apetite.

Doces artificiais - Uma revisão sobre estudos da universidade de Yale mostra que o sabor adocicado aumenta o apetite. O problema é que quando o doce é feito com açúcares naturais, a parte de recompensa do cérebro é ativada, quando você ingere sobresas com açúcares aritficiais o processo não acontece, ou seja, o apetite aumenta e a "fome" não é saciada

Sucos - Sucos são ricos em açúcar, então, ao ingerir você eleva os níveis de açúcar no organismo e posterior queda, ficando com fome em pouco tempo.

Comidas processadas -Bolos, pizza, chocolate e outros. O que essas guloseimas têm em comum? Geralmente possuem alto índice glicemico. Quando você ingere esse tipo de alimento causa um pico de açúcar no organismo com queda logo em seguida e é nesse momento que vem a vontade intensa de comer mais alguma coisa

Bebibas alcoólicas - Bebidas alcoólicas são bastante calóricas, mas isso não significa saciedade. Pelo contrário, segundo pesquisas, uma pessoa embriagada ingere mais alimentos do que geralmente comeria.



Alerta: Temperaturas elevadas podem provocar desmaios em idosos

Nova Era – 24/02/2016

As temperaturas elevadas, comuns no verão, podem provocar desmaios em idosos. De acordo com a cardiologista Olga Ferreira de Souza, coordenadora de Infraestrutura da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o desmaio – ou síncope – é uma perda temporária de consciência. Na maioria das vezes, não traz maiores riscos, mas, em alguns casos, pode indicar alguma cardiopatia. Segundo a médica, os idosos são mais sujeitos a esses desmaios no verão porque não sentem sede. Sem beber muita água, o volume de sangue fica baixo e a pressão arterial cai. “E na vivência do calor, eles têm mais queda de pressão, com isso vai pouco sangue para o cérebro, e eles têm o desmaio”, explicou a cardiologista, que também é coordenadora de Métodos da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). Para evitar a síncope, a médica recomenda aos idosos beber bastante líquido, cerca de 1,5 litro a dois litros por dia; evitar lugares abafados e com muita aglomeração; não ficar muito tempo exposto ao sol nem andar longos períodos em lugares quentes. Também é recomendável se alimentar várias vezes por dia, em pequenas quantidades. Como em alguns casos a síncope tem origem cardíaca, é preciso procurar um médico para investigar a causa do desmaio. De acordo com a cardiologista, o principal risco para os idosos é que, em geral, não sentem que vão desmaiar. “Então, ele não consegue se amparar”, explicou. Com isso, podem sofrer quedas que ocasionam fraturas. Cerca 30% das fraturas em idosos são, na maioria das vezes, provocadas por uma síncope que não foi diagnosticada previamente, de acordo com a médica.

Agência Brasil


Comer chocolate durante a gravidez favorece o desenvolvimento do bebê

Nova Era – 12/02/2016

Segundo estudo da Universidade Laval, em Quebec, no Canadá, consumir chocolate durante a gravidez pode melhorar a função placentária e favorecer o desenvolvimento do bebê.  Foram avaliadas 129 mulheres entre a 11ª e a 14ª semanas de gestação, divididas em dois grupos: as que consumiram chocolate com alto teor de flavonoides e as que ingeriram a versão com baixo teor da substância. Cada mulher comeu 30 g de chocolate por dia durante 12 semanas e foi acompanhada pelos pesquisadores até o momento parto. Os resultados demonstraram que não houve diferença entre os índices de pré-eclâmpsia (pressão alta após a 20ª semana de gestação), peso da placenta ou peso do bebê ao nascer entre as mulheres dos dois grupos. Segundo os pesquisadores, isso indica que o consumo moderado de chocolate, mesmo que apresente baixo teor de flavonoides, tem um impacto positivo no desenvolvimento da placenta e, por consequência, no crescimento do feto.

Foto: Google

Ministério da Saúde confirma terceira morte por Zika em adultos no Brasil

Nova Era – 12/02/2016

O Ministério da Saúde confirmou ontem, 11, a terceira morte provocada pelo vírus Zika em adultos no Brasil. O caso ocorreu em abril de 2015, mas os resultados dos exames saíram só agora. A paciente tinha 20 anos e morava no município de Serrinha, no Rio Grande do Norte. Inicialmente a causa base da morte foi tida como pneumonia devido ao quadro de infecção aguda. O caso foi investigado pelo Instituto Evandro Chagas, que constatou a infecção aguda pelo vírus Zika. O Ministério da Saúde já notificou a Organização Mundial da Saúde sobre o tema. Segundo a pasta, este caso apresenta manifestações diferentes, como infecção pulmonar, que não é habitual dos flavivírus (dengue, chikungunya e Zika). O ministério está reforçando o contato e orientações com os estados e municípios para que fiquem alertas a casos parecidos. A maioria dos casos de morte por vírus Zika ocorreu em bebês com microcefalia. De acordo com o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, no total, foram notificadas 76 mortes após o parto ou durante a gestação. Destas, 15 foram investigadas e confirmadas para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central e cinco tiveram identificação do vírus Zika no tecido fetal. Há 56 casos ainda em investigação e cinco foram descartados. O ministério já confirmou 404 casos de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, dos quais 17 estão relacionados ao vírus Zika. Foram descartados 709 casos e 3.670 casos suspeitos de microcefalia em todo o país estão sendo investigados,o que representa 76,7% das notificações. O boletim refere-se aos casos registrados até 30 de janeiro.

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IMC mínimo para cirurgia bariátrica é reduzido

Nova Era – 13/01/2016

O Conselho Federal de Medicina publicou hoje resolução com novas regras para a autorização de cirurgia bariátrica – destinada a reduzir capacidade de absorção do intestino em pessoas obesas. A principal mudança é redução de 40 kg/m² para 35 kg/m² IMC (Índice de Massa Corpórea) mínimo do paciente candidato ao procedimento. Essa alteração equivale a uma troca de 123 kg para 108 kg de peso mínimo para um homem de 1,75 m poder realizar a cirurgia. Antes disso, o IMC de 35 kg/m² só era suficiente para ter aprovação do procedimento cirúrgico nos casos de pacientes obesos com doenças crônicas graves, como diabetes e hipertensão. (No caso de uma mulher "média", de 1,65 m, a redução do critério equivale a uma mudança de 109 kg para 96 kg). Os novos critérios para autorização de cirurgia bariátrica ficaram mais rígidos no caso de realização em adolescentes de 16 a 18 anos. Nesses casos, já era necessária uma avaliação de risco/benefício, e agora o CFM exige também presença de pediatra na equipe multiprofissional, além de exame comprovando consolidação do crescimento ósseo do paciente. Em idosos acima de 65 anos, o procedimento continua liberado, mas agora exige exame do caso por “equipe multiprofissional” para avaliar riscos envolvidos.

Foto: Google

Pesquisa aponta relação entre zika e problemas de visão em recém-nascidos com microcefalia

Nova Era - 13/01/2016

Esta relação foi apontada por uma pesquisa realizada no Recife, capital de Pernambuco, o estado com maior número de casos da má-formação causada pelo zika no país.  Dos 55 recém-nascidos com suspeita de microcefalia associada ao zika examinados pelos pesquisadores em dezembro, 40 tiveram a ligação com o vírus confirmada. Nesse grupo, 40% dos bebês apresentaram alterações no nervo ótico ou na retina, que podem levar à cegueira.  A pesquisa iniciou depois que os médicos começaram a perceber que muitas crianças que nasceram com microcefalia cuja causa suspeita era o zika apresentaram problemas na estrutura do olho, que iam desde a alteração pigmental à cicatrizes. Como a retina é a camada mais interna do olho, que capta as imagens e manda para o cérebro, a lesão na mácula deixa a visão pobre, por isso é preciso que essas crianças iniciem um tratamento com oftalmologistas o mais rápido possível.

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